Doc.3 – Promoção de competências

Doc. 3 – Desenvolvimento vocacional e promoção de competências
Carlos Manuel Gonçalves

Palavras-chave: Desenvolvimento vocacional, competências

O desenvolvimento vocacional, constitui-se como dimensão integradora do desenvolvimento psicológico global, referenciando-se à confrontação do indivíduo com as sucessivas tarefas relacionadas com a elaboração, implementação e reformulação de projectos de vida multidimensionais, ao longo do ciclo vital, onde estão em jogo a educação, a formação, a qualificação e a actividade profissional, na articulação com a escolha de um estilo de vida que comporta a coordenação dos diferentes papéis da existência: familiar (como filho(a), cônjuge, pai ou mãe), cidadão, consumidor, membro de grupos de vária ordem, etc…  (Campos, 1991)

Desde este ponto de vista, não fazem qualquer sentido as clivagens entre desenvolvimento vocacional e as outras dimensões do desenvolvimento humano. Assim conceptualizado o desenvolvimento vocacional, como a trajectória que cada sujeito constrói nos quotidianos das suas vidas pelos múltiplos papéis em que cada história se concretiza, poderá ser considerado como a dimensão de síntese, de integração de todas as dimensões da existência e, deste modo, a sua promoção é inseparável da promoção das múltiplas dimensões do desenvolvimento psicológico (Campos, 1980).

Assim, definiria competência como um conjunto integrado e estruturado de saberessaberes-fazer, saberes-ser e saberes-transformar-se – a que o sujeito terá que recorrer e mobilizar para a resolução competente das várias tarefas com que é confrontado ao longo da sua vida, assumindo uma consciência crítica das suas potencialidades e recursos bem como dos constrangimentos psicossociais em que se contextualiza, em ordem a realizar projectos viáveis nas várias dimensões da sua existência.

Portanto, as competências não se restringem às mobilizadas para o exercício das actividades profissionais –– as mais valorizadas e referenciadas que, embora reconhecendo que o trabalho (incluindo o tempo de preparação para o mesmo, a formação profissional) ocupe um terço do nosso tempo (Imaginário,1998), com mais ou menos centralidade, tendo incidências óbvias nas outras dimensões da vida, também me atrevo a afirmar que as dimensões mais significativas das nossas vidas, que implicam o desempenho de outros papéis, apelam para a activação de competências mais energéticas e emocionais que não são mobilizadas preferencialmente no papel profissional, mas obviamente com implicações neste.

Embora o leque de competências específicas valorizadas pelos empregadores seja alargado (por ex., domínio da leitura, escrita, cálculo actualizado; capacidade de iniciativa e criatividade; autonomia no trabalho e trabalhar em equipa; capacidade de aprender sempre, sendo capaz de resolver novos problemas; saber definir um projecto e avaliar os resultados; capacidade de recolher, tratar e utilizar informação pertinente; saber ouvir e integrar pontos de vista; ter uma forte cultura organizacional; possuir auto-estima, motivação e vontade de prosseguir o desenvolvimento pessoal e social; capacidade de empreendimento), as mais valorizadas são as de tipo geral e transversais, o que a OCDE denomina por “competências gerais e transferíveis”, pois são estas que garantem a estrutura das competências específicas (Azevedo, 1998).

Sobre sandraconceicao

Olá, frequento o 11º ano do curso Técnico de Apoio à Infância na Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro.
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