Doc. 1 – Educar para a carreira

Doc.1 – Educar para a carreira

 

“Escolha” Vocacional vs. Gestão de “Carreira (s)” mais de que um processo de escolha, circunscrito no tempo e válido por um período alargado, o momento actual configura a necessidade de gerir uma carreira num cenário de incerteza, onde se abrem simultaneamente riscos e oportunidades. Trata-se pois não tanto de escolher uma carreira mas de educar para a carreira, de modo a criar as condições para que de forma, mais ou menos autónoma se possa doravante fazer uma gestão permanente da mesma. (Law, 2000; Guichard, 2003, 2005; Jarvis, 2005);

Linearidade vs. Complexidade à linearidade e previsibilidade dos percursos anteriores, sobretudo no que diziam respeito à transição escola mundo do trabalho e entre oportunidades de emprego, opõe-se uma realidade cada vez mais complexa, que exige um envolvimento e um comprometimento mais activo por parte dos cidadãos – nas suas opções de formação inicial, na formação ao longo da vida, na inserção no mundo do trabalho e nas exigências

que este faz, por exemplo ao nível da flexibilidade e adaptabilidade a novas situações do ponto de vista técnico, atitudinal e contratual.

(Azevedo, 1999; Bloch, 2005);

Pontualidade vs. Recursividade numa fase anterior a Orientação Vocacional ocorria de forma pontual e com um carácter finalista, sendo mais provável que doravante ocorra de forma recursiva, enquanto tentativa de resposta perante novas oportunidades e/ou necessidade de (re) direccionamento de trajectórias profissionais e pessoais.

Directividade vs. Responsabilidade Ética – tendo em consideração o peso social e político da Orientação Vocacional, reforçado na actualidade, é imperioso que a intervenção neste domínio seja clara do ponto de vista da dimensão ética e deontológica (IAEVG, 1995; Guichard, 2003, 2005b);

Universo vs. Multiverso – anteriormente a Orientação Vocacional ocorreria a partir de uma posição de auto-referência por parte do profissional neste domínio que seria possuidor de uma perícia técnica inabalável e debitadora de respostas (Campos e Coimbra, 1991 / 1992), evoluindo no momento actual para o multiverso, ou seja a necessidade de co-construir respostas possíveis num dado nicho ecológico e num tempo determinado por múltiplas forças, abrangendo uma grande diversidade de grupos alvos possíveis, pautado simultaneamente pela necessidade de elaborar e reelaborar tentativas de solução;

Informação vs. História – numa perspectiva reducionista e optimista da Orientação Vocacional e da própria sociedade, a informação assumiria um papel preponderante (Campos e Coimbra, 1992), trata-se doravante de lidar com a dimensão histórica do indivíduo na sociedade e do seu papel enquanto ser proactivo, construtor permanente de significado (ou da procura deste) e de uma narrativa viável para a sua existência.

Descoberta vs. Empowerment – de uma perspectiva anterior que valorizava a descoberta da “vocação”, algures escondida no espaço recôndito da personalidade, a preparação para a acção adquire actualmente relevância, privilegiando-se a co-construção de significados na sua dimensão pessoal e social (Law, 2001; Valach e Young, 2004; Guichard, 2005a).

Remediação vs Promoção do Desenvolvimento Humano – o Desenvolvimento Humano permanece como um imperativo da Orientação Vocacional.

http://www.iccdpp.org

Sobre sandraconceicao

Olá, frequento o 11º ano do curso Técnico de Apoio à Infância na Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro.
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